Manifesto

Repensar a produção e o consumo do couro na moda foi o ponto de partida da PP. Com curadoria minuciosa, a marca brasileira reaproveita peles que, de tão únicas, não funcionam para as grandes escalas da indústria - e, por isso, teriam o descarte como destino. O caráter exclusivo dessa matéria-prima nobre, porém, é o que a leva ao lugar central da criação: no ateliê, peças são feitas à mão para vestir o corpo e a casa. Longe dos desejos de estação, assumem formas atemporais que traduzem em minimalismo o gosto pelo que se transforma. Reuso é o modo como a PP produz: design é uma maneira de continuar

História

A PP acredita no bem. Simples assim. Grife de origem gaúcha e alma planetária, a PP surgiu da mão de duas amigas designers, Amanda Py e Petula Silveira, pequenas de tamanho, daí o título da label, mas grandes de vontade, vontade de fazer o mundo um lugarzinho um tanto Com experiência na área de criação do mercado calçadista e testemunhas de um desperdício gritante, Amanda e Petula decidiram unir força e talento para criar uma marca de couro, material pelo qual são apaixonadas, que fosse mais amiga do meio ambiente, evitando, assim, o desperdício. Era 2010, Porto Alegre, nascia a PP, com bolsas e acessórios construídos com o excedente (leia-se, peles em desuso) da indústria calçadista, abraçando o conceito upcycle. Trabalhando o couro na forma mais pura e artesanalmente, as peças têm edição limitada, principalmente em cores e texturas. Com muita verdade, que está em cada detalhinho da marca, em cada capricho das designers, a PP foi crescendo repleta de boas novas e com a colaboração de muita gente bacana. Tem duas lojas, uma em POA, outra em SP. Ampliou a linha de bolsas, carteiras e bijus, com quase 60 modelos. Virou roupa – e linda. E agora, há pouquinho, começou a vestir a casa, com cortinas, almofadas, estojo para facas e ferramentas, vasos, aventais e outras delicadezas e minúcias para o lar.